Pastoral | Boas vindas!
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Boas vindas!

Sê bem vindo… Sê bem vinda…

Todo peregrinar pressupõe e requer de nós um colocar-se à beira do caminho. Parar… Dar ao corpo repouso… Cuidar das feridas… Olhar ao redor e para dentro de si mesmo…

Este parar, estes tempos… Embora necessários, precisam ser oportunizados… Nós precisamos nos permitir parar… Aquietar… Mas, por que? Porque estes tempos são favoráveis não somente ao corpo, mas também para nos recolhermos no essencial e indispensável. No espírito que nos move, orienta nosso caminhar e nos mantém seduzidos por um já-ainda-não.

Em nossos dias, este processo tem sido denominado de espiritualidade. Do ponto de vista antropológico e mesmo teológico, o universo semântico da “espiritualidade” é plural. Assim como nós, seres humanos, em nossas culturas, universos linguísticos e lógicas operantes de nossas cosmovisões. Esta pluralidade coloca em evidência a natureza dinâmica e circunscrita da espiritualidade: ela é singular, posto que está vinculada à existência de cada pessoa; mas, ela é também plural, posto que somos seres espaço-temporalmente localizados.

PODCASTS

FICHA TÉCNICA

Produção: Pastoral Universitária PUC Minas

Organização: Prof. Eurides Rodrigues

Texto: Frei Prudente Nery, OFMCap.

Locução: Pe. Nereu de Castro Teixeira.

Trilha sonora: gentilmente cedida pelos Monges da Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa, Paraná.

O episódio de hoje foi Gravado e Editado no Laboratório de Áudio da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, em fevereiro de 2018.

A espiritualidade é a expressão do espírito humano, de suas motivações, ideias, utopias e sonhos. É a forma como cultivamos a nossa interioridade, damos consistência e densidade ao horizonte de sentidos de nossas vidas. É a motivação mais profunda de nossa existência, pessoal, social e cósmica. Assim compreendida, a espiritualidade é uma dimensão humana. Todo ser humano é verdadeiramente espiritual. Todo ser humano possui seu próprio itinerário espiritual. Por isso, conscientemente ou não, estamos todos neste mundo, como peregrinos e forasteiros…

A espiritualidade nos acompanha em nosso processo de desenvolvimento humano, existencial e social. Se cultivada, a espiritualidade nos dá conhecer, e nos a capacita aceitar os nossos limites e a desenvolver as nossas possibilidades. Mais que um ato de resignação, a espiritualidade é uma atitude corajosa e humilde, dos que sabem que a vida é um projeto aberto ao ainda não. Por isso rejeitamos e protestamos contra todos os interditos.

Aquele que cultiva a dimensão espiritual de seu ser, não compactua com a injustiça e nem com a violência. Assim sendo, não nos é permitido deixar de destacar o efeito crítico exercido pela espiritualidade sobre aqueles que, por ela seduzidos, prosseguem confiantes em seu caminho.

Por isso, segundo o Teólogo Faustino Teixeira, os que assim caminham, suspeitam das opções e trilhas abertas pelas sociedades ocidentais, posto que assentadas em valores contrários ao bem-comum e à dignidade eco-humana, quais sejam: “a competitividade, a produtividade, o consumismo e centralidade no mundo egóico”.

A espiritualidade nos leva a cultivar e desenvolver valores essenciais à vida, que dizem respeito às qualidades do espírito humano: “o amor desinteressado, a compaixão, a atenção, a hospitalidade, o cuidado, a delicadeza, a paciência e a abertura ao outro”.

Podemos dizer que a espiritualidade é maior que as religiões, na medida em que ela é o elemento fundante do horizonte utópico de todas elas. Sempre que nos aproximamos do espirito das religiões, nos achegamos junto à Realidade Última que a tudo e a todas sustenta, mas que, ao mesmo tempo, está para além de tudo e de todas. Por isso, o significado paro o qual essa Realidade Última aponta, nos indica que a vocação, e sentido último de todas as religiões deveria ser qualificar sempre mais a vida humana, as relações sociais e o cuidado da criação.

Estamos nos aproximando de um Ciclo Litúrgico muito especial para os cristãos: o Ciclo Pascal. Nele, a centralidade da fé cristã é colocada em evidência: Jesus, o Messias, morreu e ressuscitou. A vida venceu a morte.

A fim de melhor celebrar este mistério que somente a fé alcança, somos convidados a nos recolhermos em nós mesmos e revisitarmos com paciência, honestidade e alegria três elementos fundamentais de nossas relações.

O primeiro nos convida a pensarmos em como nos relacionamos conosco mesmos (o jejum). O segundo desloca nossa atenção para as relações que estabelecemos com com o outro, para aqueles que são vítimas do nosso egoísmo, de nossa indiferença e falta de cuidado e que clamam por justiça. Ou, para usar uma expressão muito querida do Papa Francisco, para aqueles e aquelas que habitam as periferias, existencial e geográfica, e em particular o Planeta Terra, nossa Casa Comum (a esmola). O terceiro nos convida a revisitar o modo como nos relacionamos com Aquele que é a fonte da própria vida: Deus (a oração).

Para nos ajudar nesta tarefa, a Liturgia nos propõe o caminho da QUARESMA. Cinco semanas dedicadas a acompanhar Jesus em seu caminho até à Jerusalém, à cruz e à ressurreição. A Pastoral Universitária PUC Minas, em parceria com o Laboratório de Rádio da Faculdade de Comunicação e Artes, com o Centro de Recursos Computacionais do Instituto de Ciências Exatas e Informática, quer convidar você a ser nosso companheiro e nossa companheira nessa jornada de 40 dias em preparação à Páscoa Jesus.

Nossa jornada está organizada em dois momentos precedidos de duas reflexões: a primeira sobre o sentido da Quaresma e a segunda sobre a importância de parar. O primeiro momento está organizado em cinco paradas orientadas pelas leituras dos domingos da Quaresma. O segundo se volta para o Tríduo Pascal.

Serão nossos companheiros nestas paradas:

   –    O grande teólogo e poeta mineiro da Ordem dos Frades Menores Capuchinos, Frei Prudente Nery, autor dos textos que orientarão nossa reflexão. Frei Prudente hoje habita nossa saudade e de junto de Deus intercede por sua Fraternidade e por todos nós.

   –    Pe. Nereu de Castro Teixeira, um dos maiores comunicadores e liturgista do Brasil, que gentilmente aceitou nosso convite para gravar gravar os áudios de cada parada. Nascido em Oliveira, Minas Gerais, Pe. Nereu é também uma referência em Canto Gregoriano no Brasil.

   –    A terceira companhia é plural: trata-se das vozes e instrumentos dos Monges Beneditinos da Abadia da Ressurreição que, gentilmente, nos cederam os áudios que compõem a trilha sonora de nossas paradas. No dizer do Ir. Daniel,“Sentimo-nos agraciados por fazer parte dessa evangelização, mesmo que dentro de nosso claustro. Conte com nossa colaboração, no que diz respeito ao uso de nossas músicas, afinal, todo este trabalho é para a Igreja de Deus e para a edificação dos fiéis”. Na pessoa de Dom André Martins, Abade do  Mosteiro da Ressurreição, abraçamos fraternalmente a todos os irmãos sob sua orientação e cuidados. Queridos irmãos, pedimos que se lembrem de nós em suas orações. Muitíssimo obrigado por compartilharem conosco a beleza de suas músicas e vozes.

Para começar, escolha o modo, o tempo e o lugar que lhe pareça mais favorável à concentração e oração.

Fraternalmente,

Prof. Eurides Rodrigues

Belo Horizonte, fevereiro de 2018.

Questões Práticas

Nós da Pastoral Universitária PUC Minas queremos estar próximos de você. Sermos seus companheiros e companheiras de caminhada rumo à Páscoa do Senhor. No entanto, este é um instrumento de contato e aproximação novos para nós. Contamos com sua compreensão e ajuda para nos aprimorarmos. Neste momento, queremos lhe apresentar algumas razões para estarmos juntos. Três aspectos que nos parecem importantes levar em consideração: Onde parar? Como e por quanto tempo parar? Por que parar e sobre o que conversar?

     1) Onde parar? O primeiro passo é definir o melhor lugar e o melhor horário. Sugerimos que você escolha um lugar em que você se sente à vontade em um horário que você considere favorável à escuta/leitura e reflexão.

     2) Como e por quanto tempo parar? O segundo passo a definir é o tempo que você dispõe para parar. Seria bom que você definisse um mesmo horário para cada encontro. Isto ajuda na concentração. Se em algum momento você se sentir cançado, não desista, mas também não ultrapasse seus limites. Há momentos em que é mais sábio parar e retomar em outro momento. O tempo proposto para cada encontro é 30 a 40 minutos. Mas, como ele está organizado em 4 momentos, você pode e deve ficar à vontade para organizar-se levando em consideração que o mais importante é que essa experiência lhe seja agradável. Por isso, escolha o tempo que, confortavelmente, coincide com a sua rotina.

     3) Por que parar e sobre o que conversar? No terceiro passo convidamos você a considerar as razões e motivações que motivam você a fazer conosco esta experiência. Quais são suas expectativas… Quanto ao conteúdo sobre o qual conversaremos em cada parada, partiremos da teologia e espiritualidade do tempo do Advento: 1) João Batista: a voz que clama no deserto ou, a metade, apenas a metade e este mundo seria irreconhecível mente outro; 2) Vigiai ou, à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer, como quem aguarda o advento do grande amor; 3) Espera ou, contra todos os desesperos e esperanças; 4) Ele está no meio de nós ou, na noite, a luz.

     4) Após considerar o que lhe mais favorável, convidamos você a se encontrar conosco, no lugar e tempo oportunos. Estamos à disposição, caso você queira compartilhar conosco sua experiência. Meu nome é Eurides, sou professor e membro da Pastoral Universitária PUC Minas.