Pastoral | Assim ele subiu a Jerusalém…
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Assim ele subiu a Jerusalém…

Assim ele subiu a Jerusalém…

 

Vistos de fora, isto é, com os olhos dos adversários ou dos discípulos de Jesus, os dias da assim chamada Semana Santa foram, por um lado, um tempo de alívio e, doutra parte, dias de dolorida perplexidade. Alívio para os sacerdotes e outros tantos homens da religião, pois, nesses dias, finalmente, chegou a seu fim o incômodo Caso Jesus de Nazaré, o herege, que a partir da Galileia, ousava atacar a Religião em Israel. Perplexidade e dor para seus discípulos e seguidores, pois, nesses dias, eles viram, entre surpresos e atordoados, ser executado, num processo sumário e, a seus olhos, injusto, aquele que, para eles, era verdadeiramente o enviado de Deus (messias).

 

Uma questão de difícil resposta é, porém, esta: Como teria visto e acolhido os acontecimentos daqueles dias Jesus, ele mesmo? A fé tranquila tem pronta a sua resposta: Para isto ele teria vindo ao mundo, isto é, para morrer e, com o alto preço de sua morte, pacificar Deus, infinitamente ofendido com nossos pecados. Só não sabemos, com toda certeza, se este era o sentimento de Jesus Cristo. Isto é, se ele subiu a Jerusalém, compreendendo-se a si mesmo como um cordeiro a ser sacrificado a Deus, lavando no seu sangue as culpas da humanidade.

 

Ele conhecia, como poucos, a alma humana, em nossa possibilidade de sermos anjos de grandeza e bondade, assim como demônios de frieza e iniquidades. Sim, os homens somos capazes de tudo: hosanas e louvações, alaridos e crucifica-o. Entretanto, o que quer que façamos, não é dos homens a última sentença sobre o destino humano. Deus existe, sim, e para além de tudo aquilo que os homens fizerem, como anjos ou demônios, ele se erguerá, ainda que aos nossos olhos: tardiamente, e far-nos-á ver a claridade de seu poder. Essa é a fé que o leva, no meio de angústias e esperanças, a Jerusalém: a cidade onde Deus jurou repousar seus olhos e seu coração para sempre (1Re 9, 3). Aconteça, pois, o que se der e façam os homens o que lhes aprouver, Deus voltará para ele seus olhos e junto dele estará seu coração. Esta há de ter sido a absoluta certeza e a última esperança de Jesus de Nazaré, naqueles últimos dias, em que ele, suspeitando sim, mas sem saber o que virá, intrepidamente sobe a Jerusalém (Lc 9, 51).

 

Frei Prudente Nery – OFMCap.

PODCAST

FICHA TÉCNICA

Produção: Pastoral Universitária PUC Minas,

Organização: Prof. Eurides Rodrigues

Texto: Frei Prudente Nery, OFMCap.

Locução: Pe. Nereu de Castro Teixeira.

Trilha sonora: gentilmente cedida pelos Monges da Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa, Paraná.

O episódio de hoje foi Gravado e Editado no Laboratório de Áudio da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas em fevereiro e março de 2018.